O mundo e a corporação

Mulheres nos conselhos: lenta evolução

Avança a presença feminina em conselhos de administração, mas as mulheres estão longe de conquistar equidade. Estudo global da Deloitte mostra que, na média, apenas 15% dos assentos nos conselhos são ocupados por mulheres; no Brasil, esse percentual corresponde à metade

Por Evelyn Carvalho

Julho-Setembro | 2017

O retrato da participação de mulheres em conselhos de administração, a mais alta instância de governança corporativa, traz um dado preocupante em relação ao cenário atual – mas também uma tendência de melhora gradual nos últimos anos.

Conduzido pela Deloitte globalmente, com a participação de 7.000 organizações, o estudo “Women in the Boardroom – A Global Perspective” indica que apenas 15% dos assentos dos conselhos dessas empresas são ocupados por mulheres. Esse resultado é três pontos percentuais melhor do que os 12% registrados no estudo anterior, cujos dados foram apurados em 2014 e divulgados em 2015.

O Brasil aparece na 37ª posição entre 44 nações listadas no ranking, com somente 7,7% de participação feminina no topo das organizações. Em relação à pesquisa de 2015, o Brasil apresentou uma evolução nesse número, porém, menor do que o crescimento global: o aumento foi de apenas 1,4 ponto percentual em relação aos 6,3% do estudo anterior. A Noruega é o país que lidera o ranking, com 42% das posições em conselhos ocupadas por profissionais do sexo feminino, seguida por França (40%) e Suécia (32%).

De acordo com a análise, um dos motivos para a lentidão nessa mudança é a baixa rotatividade dos conselhos. Fato é que, com maior diversidade em suas instâncias de decisão, as empresas só têm a ganhar para lidar com os desafios e as ambiguidades do mundo atual de negócios.

Veja a seguir mais dados sobre o estudo:

Acesse o conteúdo da pesquisa “Women in the Boardroom – A Global Perspective” na íntegra.