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Fontes de informação e tendências

Julho-Setembro | 2017

Custo para abrir capital representa 4,8% do valor da oferta inicial

Conclusão é de estudo da Deloitte, em parceria com a B3, que abrangeu IPOs realizados ao longo de 12 anos

O custo para a abertura de capital no Brasil ficou em 4,8% do valor distribuído das ofertas iniciais lançadas pelas empresas que fizeram IPOs (Initial Public Offerings, na sigla em inglês, ou Ofertas Públicas Iniciais de Ações) nos últimos 12 anos, de acordo com a mediana apurada por um estudo realizado pela Deloitte, em parceria com a B3 – Brasil, Bolsa e Balcão, novo nome da BM&FBovespa. O investimento requerido é justamente uma das principais preocupações das empresas de capital fechado que pretendem entrar no mercado de ações.

Com o propósito de trazer informações úteis aos participantes do mercado de capitais brasileiro, e também a potenciais interessados em ingressar nele, o estudo “Custos para Abertura de Capital no Brasil – Uma análise sobre as ofertas entre 2005 e 2017” foi realizado com 198 companhias que abriram capital ou realizaram ofertas subsequentes de ações (as chamadas follow-ons) entre janeiro de 2005 e abril de 2017.

As comissões, representadas pelas despesas com coordenadores, foram apontadas como o maior custo para uma empresa que deseja abrir o capital. Na lista de despesas, aparecem também aquelas relacionadas a advogados, consultores e auditores.

O estudo demonstra que, enquanto as comissões apresentam características de custos variáveis, as outras despesas apresentam características de custos fixos, sendo consistentemente reduzidas pelo aumento no volume das distribuições.

Em 2017, as ofertas apresentaram um viés de aumento quando comparadas com os anos anteriores. Até abril de 2017, foram registradas três ofertas, maior número desde 2014.

 

Acesse o estudo “Custos para Abertura de Capital no Brasil – Uma análise sobre as ofertas entre 2005 e 2017 na íntegra.

Varejo de luxo continua crescendo nos mercados emergentes

China, Rússia e Emirados Árabes Unidos lideram aumento de consumo no setor

O mercado de luxo continua sendo um bom negócio. A conclusão é da 4ª edição da pesquisa “Os Poderosos do Varejo de Luxo”, desenvolvida pela Deloitte. O estudo indica que as 100 maiores empresas de bens de consumo de luxo do mundo geraram US$ 212 bilhões em vendas, de acordo com dados do último ano fiscal com informações comparáveis entre organizações participantes.

A pesquisa ressalta que os consumidores de economias emergentes ainda são os responsáveis por impulsionar o crescimento mundial do segmento de luxo. Na China, na Rússia e nos Emirados Árabes Unidos, o percentual de pessoas que alegam ter aumentado seus gastos com artigos de luxo nos últimos cinco anos foi de 70%, em comparação com 53% nos mercados mais maduros, como União Europeia, Estados Unidos e Japão.

A Restoque – varejista dona de marcas como a Le Lis Blanc e a Dudalina – é a única empresa brasileira listada no ranking, em 74º lugar, sendo a segunda vez consecutiva que aparece no levantamento. Em 2016, a empresa brasileira estava na 79ª posição.

O relatório aponta que, nesse mercado, há uma grande valorização da experiência exclusiva de compra e do atendimento diferenciado – fatores que são considerados grandes ativos das marcas de luxo.

Acesse a edição 2017 da pesquisa “Os Poderosos do Varejo de Luxo” na íntegra.

RH aumenta investimento em tecnologia

Número de empresas que investiram em informatização da área de gestão de carreiras dobrou em relação a 2016

Como os desafios da era digital afetam os negócios e a área de Recursos Humanos das empresas – esse é o tema central da 26ª edição da “Pesquisa Nacional de Remuneração e Tendências”, realizada pela Deloitte, com 140 empresas de segmentos diversos nas regiões Sudeste, Centro-Oeste, Sul, Norte e Nordeste do País.

Apesar de o nível de investimento em tecnologia na gestão de carreiras ainda ser baixo (24% das empresas participantes realizaram aportes na área), seu crescimento foi exponencial, já que, em 2016, esse percentual era de apenas 12%. As verbas destinadas às áreas de equipamentos, instalações e processos também deverão crescer 20% em 2017 em comparação ao percentual registrado no ano anterior.

O relatório indica que, em 2017, 62% dos cargos tiveram redução ou mantiveram nível salarial similar a 2016 e 38% receberam um aumento no nível salarial real – em 2016, esse número era de 24%. Além disso, a maioria das empresas (54%) indicou que prevê a manutenção do número de empregados e cerca de 24% estimam um crescimento do quadro de colaboradores. Em 2016, apenas 8% das empresas pesquisadas apontavam aumento do número de funcionários.

Outro indicador relevante da pesquisa aponta a preocupação das empresas com a capacitação de funcionários, cujos investimentos saltaram de 27% em 2016 para 42% em 2017.

Acesse a “Pesquisa Nacional de Remuneração e Tendências 2017” na íntegra.

Inovação e gestão de recursos continuam cruciais na indústria de saúde

Desenvolvimento colaborativo de produtos e reestruturação operacional são caminhos para a maior eficiência do setor

Na busca pela tríade perfeita – melhorar a saúde, aprimorar a assistência e diminuir gastos –, a indústria de assistência médica precisa se reinventar. As edições de 2017 dos estudos Global Health Care Outlook (voltado ao setor de assistência à saúde) e Global Life Sciences Outlook (destinado às indústrias farmacêutica e laboratorial), realizados pela Deloitte, se debruçam sobre como a inovação e a gestão de recursos contribuem para que o setor de saúde obtenha o efeito “mais por menos”.

Cada vez mais, os temas saúde e qualidade de vida terão impacto financeiro para empresas, instituições e governos. Para lidar com as constantes mudanças, será preciso incorporar as inovações nos modelos de negócio. O estudo de tendências para o setor de assistência médica indica que há necessidade de transformação no modo como as empresas de saúde lidam com prevenção, diagnóstico, monitoramento e tratamento de doenças.

A análise de tendências para o setor de saúde indica que as instituições do setor estão inovando por vários caminhos para atingir seus objetivos de qualidade, custo e eficiência. Entre eles, destacam-se o desenvolvimento colaborativo de produtos, a gestão de carteira, a reestruturação operacional, o crescimento por meio de fusões e aquisições e a transformação do capital humano.

O estudo de tendências para as indústrias farmacêutica e laboratorial, por sua vez, identifica uma fragmentação da cadeia, na qual cada elo opera de forma distinta, com instrumentos, tecnologias e processos apartados. Implementar elementos que integrem essa cadeia pode ser de grande relevância para o segmento. Outra conclusão aponta que o uso de plataformas de gestão, incluindo analytics e big data, pode ser uma solução para integrar pontos pertinentes ao controle de custos.

 

Acesse as edições de 2017 dos estudos Global Health Care Outlook” e Global Life Sciences Outlook na íntegra.